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6/29/2011

Asma


Asma
Quando um agente irritante chega aos pequenos brônquios, a musculatura lisa que os envolve se contrai para impedir sua passagem (broncoconstricção). Ao mesmo tempo, células de defesa migram para o local com a finalidade de neutralizar a agressão.
Na asma, essa resposta contra o invasor é exagerada: células inflamatórias, mediadores químicos e anticorpos liberados localmente agridem o revestimento dos bronquíolos, alteram a função dos cílios que os revestem, aumentam a produção de muco e a reatividade dos músculos responsáveis pela contração brônquica.
Desse conjunto de reações resulta “fechamento” dos brônquios, dificuldade de passagem de ar, chiado no peito, sensação de respiração “pesada” e tosse para eliminar o muco produzido em excesso.

Diferença entre bronquite crônica e asma
Muitos confundem asma com bronquite crônica, porque os sintomas são parecidos. De fato, as duas doenças provocam tosse, produção exagerada de muco, broncoconstricção, chiado no peito. A diferença é que a asma se manifesta em crises reversíveis, isto é, que surgem e desaparecem, enquanto a bronquite crônica se distingue pela ocorrência de tosse produtiva crônica, com eliminação de muco, por mais de três meses no ano, durante pelo menos dois anos consecutivos.

Herança genética
Quando um dos pais sofre de asma ou de outros processos alérgicos, a probabilidade de o filho desenvolvê-la aumenta. Se pai e mãe apresentarem essas condições, o risco aumenta ainda mais.
Embora estudos recentes sugiram que alguns genes estejam envolvidos no processo, isso não quer dizer que seus portadores estarão fadados a contrair a enfermidade: a asma resulta da interação entre a herança genética e a exposição continuada a fatores ambientais capazes de disparar as crises.

Diagnóstico clínico
* São indicativos de asma um ou mais dos seguintes sintomas: falta de ar, tosse crônica, chiado no peito ou desconforto respiratório, particularmente à noite e nas primeiras horas da manhã. Esses sintomas:
1) ocorrem em episódios passageiros que melhoram espontaneamente ou com tratamento;
2) costumam estar associados ao contato com um irritante (gatilho): poeira domiciliar, mofo, pêlos de animais, grãos de pólen, ácaros, fumaça de cigarro, perfumes, mas podem também ser disparados por outros fatores: frio intenso, exercício físico, resfriados e gripes, alterações emocionais, choro ou, ainda, por exposição a agentes irritantes no ambiente de trabalho.
* São indicativos de crise aguda que exige cuidados mais intensivos:
1) incapacidade de ler uma sentença inteira com uma única inspiração de ar;
2) frequência respiratória maior do que 25 movimentos respiratórios/minuto ou frequência cardíaca maior de que 110 batimentos/minuto;
3) temperatura acima de 37,5 C.
* São indicativos de crise grave que exige internação hospitalar:
1) respiração superficial e silenciosa, cianose (pele de cor azulada), esforço diminuído para respirar;
2) exaustão, confusão mental ou coma;
3) queda da pressão arterial e/ou da frequência cardíaca.
Classificação de acordo com a gravidade:
De acordo com a frequência das crises, a asma pode ser dividida em quatro grupos:
* Intermitente: uma ou menos crises por semana;
* Persistente leve: mais do que uma vez por semana e menos do que uma vez por dia;
* Persistente moderada: diárias, mas não contínuas;
* Persistente grave: diárias contínuas.

Tratamento
A asma não tem cura, mas pode ser controlada a ponto de seus portadores levarem vida normal. Para tanto, é importante observar as seguintes medidas gerais:
* Identificar e afastar-se dos agentes causadores das crises;
* Retirar de casa as cortinas e tapetes que acumulam poeira. Panos úmidos podem substituir vassouras e espanadores;
* Colocar travesseiros, roupa de cama e os próprios colchões ao sol para dificultar o crescimento fungos e de ácaros;
* Evitar contato com animais domésticos, perfumes, produtos de limpeza, fuligem, fumaça, roupas e livros mofados;
* NÃO FUMAR;
* Beber 2 a 3 litros de água por dia, para fluidificar as secreções e facilitar sua eliminação;
* Praticar exercícios que fortalecem a musculatura respiratória, como a natação;
Observação: A psicoterapia pode evitar que a ansiedade agrave a falta de ar durante as crises.

Uso de medicamentos
De acordo com a finalidade de utilização, os medicamentos para asma podem ser divididos em duas categorias:
1) Medicamentos usados para dilatar os brônquios e melhorar os sintomas durante as crises: beta2-agonistas, anticolinérgicos (brometo de ipatrópio) e xantinas (aminofilina e teofilina).
Os broncodilatadores beta2-agonistas podem ser divididos em dois grupos: os de curta ação, cujo efeito broncodilatador dura aproximadamente de 4 a 6 horas (fenoterol, salbutamol e terbutalina), e os de longa ação, que exercem efeito por até 12 horas (formoterol e salmeterol).
Os de curta ação são recomendados apenas para uso ocasional nas crises. Seu uso freqüente (mais de duas vezes por semana) indica a necessidade de introduzir tratamento anti-inflamatório.
Entre os medicamentos de longa ação, o formoterol é o de efeito mais rápido (em um minuto já começa a agir). Como os de curta ação, eles também não são dotados de efeito antiinflamatório.
2) Medicamentos usados para manutenção e prevenção dos sintomas: corticosteróides, cromonas e antagonistas dos leucotrienos.
Essas drogas são dotadas de propriedades antiinflamatórias e devem ser introduzidas precocemente para preservar a função pulmonar, nos casos de asma persistente.
Os corticosteróides são os medicamentos de escolha no tratamento de manutenção, porque inibem o processo inflamatório responsável pelas crises. Podem ser administrados por duas vias:
a) via inalatória – é a que apresenta a melhor relação custo/benefício para o controle da asma persistente. As principais preparações utilizadas são budesonida, fluticasona, beclometasona e triancinolona.
b) via sistêmica – os mais empregados são a prednisona e a prednisolona, administrados por via oral nos casos de asma persistente grave, de difícil controle. Devem ser usados apenas nos casos mais graves, em doses altas administradas por curtos intervalos de tempo, porque seu uso prolongado está associado a efeitos colaterais importantes: osteoporose, fraturas ósseas, catarata, adelgaçamento da pele, facilidade de contrair infecções, enfraquecimento dos músculos, diabetes.
3) A associação de beta2 agonistas de ação longa com corticosteróides inalatórios é considerada a terapêutica de escolha para o tratamento da asma persistente de intensidade leve ou moderada.
A associação de formoterol (agonista de ação longa) e budesonida (corticosteroide) administrados por via inalatória, de forma que o formoterol seja inalado 1 a 3 minutos antes para dilatar os brônquios e facilitar a penetração da budesonida a ser inalada em seguida, é um esquema de alta eficácia e tolerabilidade. A formulação em pó tem potência igual ou superior a de outros corticosteróides inalatórios.

Aderência ao tratamento
Todos os pacientes com asma persistente devem ter um plano escrito por seu médico, com as medidas que deverão ser tomadas em caso de crise. Neles, o tratamento deve enfocar o combate ao processo inflamatório.
É muito importante seguir a risca a prescrição médica. Em caso de efeitos indesejáveis discuta com seu médico as alternativas disponíveis, NÃO INTERROMPA NEM MODIFIQUE O ESQUEMA DE TRATAMENTO POR CONTA PRÓPRIA: a probablidade de dar errado é grande.
O tratamento da asma persistente é prolongado. Depois de obter o controle dos sintomas, é fundamental manter a medicação por um período aproximado de três a seis meses. Só então as doses devem ser diminuídas gradativamente sob orientação médica.

Referência: http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas

Herpes genital


Herpes genital
Herpes genital é uma doença sexualmente transmissível de alta prevalência, causada pelo vírus do herpes simples (HSV), que provoca lesões na pele e nas mucosas dos órgãos genitais masculinos e femininos. Uma vez dentro de um organismo, dificilmente esse vírus será eliminado, porque se aproveita do material fornecido pelas células do hospedeiro para sua replicação. Além disso, como se esconde dentro das raízes nervosas, o sistema imunológico não tem acesso a ele.

Existem dois tipos de HSV:
a) O tipo 1, responsável pelo herpes facial, manifesta-se principalmente na região da boca, nariz e olhos;
b) O tipo 2 que acomete principalmente a região genital, ânus e nádegas.
O período de incubação varia de dez a quinze dias após a relação sexual com o/a portador/a do vírus, que pode ser transmitido mesmo na ausência das lesões cutâneas ou quando elas já estão cicatrizadas.
Herpes genital na gravidez pode provocar abortamento espontâneo, uma vez que existe a transmissão vertical do vírus. E mais: herpes congênito é uma doença extremamente grave e letal.

Características das lesões
Pequenas vesículas que se distribuem em forma de buquê nos genitais masculinos e femininos. Às vezes, elas estão presentes dentro do meato uretral ou, por contigüidade, podem atingir a região anal e peri-anal, de onde se disseminam se o sistema imunológico estiver debilitado.
As lesões do herpes genital costumam regredir espontaneamente, mesmo sem tratamento, nos indivíduos imunocompetentes. Nos portadores de HIV, porém, elas adquirem dimensões extraordinárias.

Primo-infecção e recidivas
A primeira infecção pode ser muito agressiva e longa, porque o vírus do herpes genital (HSV) é um elemento estranho e não houve tempo ainda para o sistema de defesa desenvolver estratégias para combatê-lo. Já as recidivas costumam ser menos graves, porque o organismo criou anticorpos capazes de tornar a doença autolimitada, mas permanece o risco de recidivas.

Sintomas
Ardor, prurido, formigamento e gânglios inflamados podem anteceder a erupção cutânea. São os sinais prodômicos da infecção.
As manchas vermelhas que aparecem alguns dias mais tarde evoluem para vesículas agrupadas em forma de buquê. Depois, essas pequenas bolhas cheias de líquido se rompem, criam casca, cicatrizam, mas o vírus migra pela raiz nervosa até alojar-se num gânglio neural, onde permanece quiescente até a recidiva seguinte.

Tratamento
O aciclovir é uma droga usada para o tratamento do herpes genital. Ele necessita da ação enzimática do vírus para destruí-lo ou impedir que mantenha sua cadeia de replicação. No entanto, quando o vírus está recolhido no gânglio neural, esse remédio não faz efeito.

Recomendações
* A melhor maneira de prevenir o herpes genital e usar preservativo nas relações sexuais e evitar múltiplos parceiros;
* Mesmo que a mulher não tenha lesões visíveis, deve informar o médico de que é portadora do vírus do herpes genital, se pretende engravidar;
* Apesar de as lesões regredirem espontaneamente nas pessoas com resposta imune satisfatória e as recidivas serem menos graves do que a primeira infecção, elas podem continuar transmitindo o vírus do herpes genital.

Herpes simples
Herpes simples é uma infecção causada pelo vírus herpes humano (HSV 1 e 2) que se caracteriza pelo aparecimento de pequenas bolhas agrupadas especialmente nos lábios e nos genitais, mas que podem surgir em qualquer outra parte do corpo.
A transmissão se dá pelo contato direto das lesões com a pele ou a mucosa de uma pessoa não infectada. O vírus de herpes humano pode permanecer latente no organismo e provocar recidivas de tempos em tempos.
Nas crianças, é causa de lesões dolorosas na boca, às vezes confundidas com aftas, mas que são sinais de uma doença conhecida como estomatite herpética.

Sintomas
A irrupção das lesões cutâneas – pequenas bolhas cheias de líquido claro ou amarelado que formam crostas quando se rompem - é precedida por alguns sintomas locais como coceira, ardor, agulhadas, formigamento e que desaparecem em uma semana aproximadamente.
No caso especifico do herpes genital, podem ocorrer febre e ardor ao urinar. Algumas pessoas se referem também à sensação de choque, sintoma explicado pela afinidade desse vírus com as terminações nervosas.
A primeira infecção costuma ser mais grave e o restabelecimento completo, mais demorado. Nas recidivas, os sintomas são os mesmos, mas menos intensos.

Tratamento
Vacinas estão sendo testadas para tratamento e prevenção do herpes simples, mas nenhuma comprovou ser totalmente eficaz. No entanto, existem medicamentos antivirais que ajudam a diminuir o período de evolução da crise hepética e os sintomas.

Recomendações
* Herpes é uma doença sexualmente transmissível. O uso de preservativos ajuda a diminuir o risco de contágio. Informe o/a parceiro/a se sabe que tem o vírus;
* Alguns fatores, como traumatismo, estresse, exposição prolongada ao sol, menstruação, favorecem o aparecimento de recidivas. Na medida do possível, procure controlá-los;
* Na gravidez, herpes simples pode representar uma preocupação. Dentro do útero a criança está protegida, mas pode ser infectada durante o parto normal. Mantenha seu médico informado;
* Lave sempre as mãos e evite tocar as lesões, quer as suas, quer as de outras pessoas;
* Consulte um médico se suspeitar que está com herpes simples, uma doença que não é grave, mas requer tratamento específico.

Herpes-zoster
O herpes-zoster, conhecida popularmente como cobreiro, é uma infecção viral provocada pelo mesmo vírus da catapora (varicela-zoster), que pode permanecer latente ou inativo na coluna espinhal e ser reativado depois dos 50 anos de idade, se houver queda expressiva da imunidade, durante tratamentos de quimioterapia, doenças debilitantes ou nos períodos de estresse intenso. Na maioria dos casos, a doença se manifesta uma única vez e desaparece depois de algumas semanas.

Sintomas
Os principais sintomas são: dores nevrálgicas, coceira, formigamento, dor de cabeça, febre e o surgimento de vesículas na pele semelhantes às da infecção pelo herpes humano simples. Em geral, os sintomas aparecem de um lado só do corpo e abrangem uma faixa bem demarcada nas costas ou no rosto seguindo o feixe de enervação. Quando acometem o rosto, atingem o nervo trigêmeo e, nos casos mais graves, podem provocar cegueira e surdez.
A dor pode persistir mesmo depois que as lesões cutâneas desapareceram, caracterizando a neurite pós-herpética.

Tratamento
Analgésicos e medicamentos antivirais mostraram-se eficazes no combate à dor e no controle da doença. Quanto mais precocemente for iniciado o tratamento, melhor será o prognóstico.

Recomendações
* Evite aproximar-se de crianças ou adultos que não tenham tido catapora, pois o risco de contrair essa doença aumenta quando entram em contato com o vírus do herpes-zoster;
* Consulte imediatamente um médico se notar alguns dos sintomas que possam caracterizar herpes-zoster. Quanto mais cedo começar o tratamento, melhores serão os resultados;
* Se tem mais de 50 anos, está debilitado por algum motivo ou com uma carga muito grande de estresse, não se automedique se reconhecer os sintomas da doença. Procure atendimento médico imediato.

Referência: http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas

AIDS


AIDS

AIDS, ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é uma doença infecto-contagiosa causada pelo vírus HIV (Human Immuno deficiency Virus), que leva à perda progressiva da imunidade. A doença - na verdade uma síndrome - caracteriza-se por um conjunto de sinais e sintomas advindos da queda da taxa dos linfócitos CD4, células muito importantes na defesa imunológica do organismo. Quanto mais a moléstia progride, mais compromete o sistema imunológico e, consequentemente, a capacidade de o portador defender-se de infecções.

Sintomas
Na maioria dos casos, os sintomas iniciais podem ser tão leves que são atribuídos a um mal estar passageiro. Quando se manifestam mais intensidade, são os mesmos de várias outras viroses, mas podem variar de acordo com a resposta imunológica de que cada indivíduo.
Os mais comuns são febre constante, manchas na pele (sarcoma de Kaposi), calafrios, ínguas, dores de cabeça, de garganta e dores musculares, que surgem de 2 a 4 semanas após a pessoa contrair o vírus.
Nas fases mais avançadas, é comum o aparecimento de doenças oportunistas como tuberculose, pneumonia, meningite, toxoplasmose, candidíase, etc.

Diagnóstico
Existe um exame de sangue específico para o diagnóstico da AIDS, chamado teste Elisa. Em média, ele começa a registrar que a pessoa está infectada 20 dias após o contato de risco. Se depois de três meses o resultado for negativo, não há mais necessidade de repetir o exame, porque não houve infecção pelo HIV.
No Centro de Referência em Treinamento em DST/AIDS é possível realizar um teste laboratorial mais rápido, cujo resultado sai algumas horas depois da coleta de sangue.

Transmissão
O vírus HIV sobrevive em ambiente externo por apenas alguns minutos. Mesmo assim, sua transmissão depende do contato com as mucosas ou com alguma área ferida do corpo.
AIDS não se transmite por suor, beijo, alicates de unha, lâminas de barbear, uso de banheiros públicos, picadas de mosquitos ou qualquer outro meio que não envolva penetração sexual desprotegida, uso de agulhas ou produtos sanguíneos infectados. Existe também a possibilidade da transmissão vertical, ou seja, da mãe infectada para o feto durante a gestação e o parto (AIDS congênita).
Os pesquisadores ainda não sabem se sexo oral é capaz de transmitir a síndrome. Há, porém, descrição de pessoas que se infectaram ao engolir esperma.

Tratamento
Foi só no final de 1995, que o coquetel de medicamentos pode ser prescrito para os portadores do HIV. A possibilidade de associar várias drogas diferentes, entre elas o AZT, mudou por completo o panorama do tratamento da AIDS, que deixou de ser uma moléstia uniformemente fatal para transformar-se em doença crônica passível de controle. Hoje, desde que adequadamente tratados, os HIV-positivos conseguem conviver com o vírus por longos períodos, talvez até o fim de uma vida bastante longa.
As normas brasileiras e mundiais determinam que não se deve introduzir o coquetel de medicamentos se as células CD4 estiverem acima de 350. Quando seus valores estão entre 200 e 350, a decisão de introduzi-lo deve ser tomada caso a caso. Abaixo de 200, ele é obrigatoriamente indicado para corrigir a deficiência imunológica.
Dentre os efeitos colaterais do coquetel, podemos citar a lipodistrofia, isto é, a redistribuição da gordura pelo corpo. Ela diminui muito no rosto, que fica encovado, nos membros superiores, inferiores e nas nádegas, deixa as veias muito visíveis e provoca acúmulo de tecido adiposo no abdômen.
Além de tonturas, diarréia e enjoos, a toxicidade dos remédios pode provocar danos para o fígado, para os rins, assim como acentuar o processo de aterosclerose e aumentar o risco de doenças coronarianas. No entanto, de modo geral, o tratamento é bem tolerado pelos pacientes.

Prevenção
O uso da camisinha nas relações sexuais é a forma mais eficaz de prevenção da AIDS. Também é imprescindível usar somente seringas descartáveis.
Gestantes devem obrigatoriamente fazer o teste de HIV durante o pré-natal. Se estiverem infectadas, é fundamental iniciar logo o tratamento a fim de evitar que o vírus seja transmitido para o feto. Hoje, é perfeitamente possível para uma mulher infectada engravidar e dar à luz um bebê livre do vírus.

Recomendações
* Use sempre camisinha em todas as relações sexuais;
* Faça o teste Elisa ou o teste rápido oferecido pelo Centro de Referência em Treinamento em DST/AIDS  sempre que houver qualquer possibilidade de você ter-se infectado. Mulheres devem realizá-lo antes de engravidar;
* Não considere a AIDS como uma sentença de morte. Depois do aparecimento do coquetel, ela se transformou numa doença crônica que ainda não tem cura, mas pode ser controlada;
* Não desanime diante dos efeitos adversos de alguns medicamentos que compõem o coquetel. Eles podem ser contornados com mudanças no esquema ou com o uso de outros remédios;
* Procure alimentar-se bem e dormir as horas necessárias;
* Não fume nem abuse de bebidas alcoólicas.

Referência: http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas

Ácido úrico


Ácido úrico

É normal ouvimos uma pessoa dizerem que tem ácido úrico, porém a mesma não sabe explicar.
Então serei breve em minha explicação, sobre tal patologia:
O ácido úrico está entre as substâncias que naturalmente são produzidas pelo organismo; ele surge como resultado da quebra das moléculas que são proteínas contidas em muitos alimentos (purinas), por ação de uma enzima chamada xantina oxidase. Depois de do uso das purinas, as mesmas são degradadas e transformadas em ácido úrico, ao qual parte dele permanece no sangue e o restante é eliminado pelos rins.

Os níveis de ácido úrico no sangue podem subir:
·         Porque sua produção aumentou muito;
                  ·         Porque a pessoa está eliminando pouco pela urina;
                         ·         Por interferência do uso de certos medicamentos; como conseqüência desta taxa de ácido úrico alta (hiperuricemia), forma-se pequenos cristais de urato de sódio semelhantes a agulhinhas, que se depositam em vários locais do corpo, de preferência nas articulações (ponto de junção entre dois ou mais ossos), mas também nos rins, sob a pele ou em qualquer outra região do corpo.
Estudos recentes realizados no Instituto do Coração de São Paulo mostram que níveis elevados de ácido úrico no sangue aumentam o risco de desenvolver acidentes cardiovasculares.

Sintomas
O depósito dos cristais de urato nas articulações, em geral, provoca surtos dolorosos de artrite aguda secundária, especialmente nos membros inferiores (joelhos, tornozelos, calcanhares, dedos do pé), mas pode comprometer qualquer articulação. Nem todas as pessoas com hiperuricemia desenvolverão gota, um tipo de artrite secundária, de caráter genético e hereditário, que acomete mais os homens adultos. Nos rins, a hiperuricemia é responsável pela formação de cálculos renais (litíase renal) e insuficiência renal aguda ou crônica (nefropatia úrica).

Diagnóstico
O diagnóstico de certeza é dado por um exame que mede a concentração de ácido úrico no sangue e exige 8 horas de jejum para ser realizado.

Tratamento e prevenção
Portadores desse distúrbio metabólico devem evitar o estresse físico, o uso de diuréticos e de anti-inflamatórios, assim como devem evitar a ingestão excessiva de alimentos e bebidas ricos em purina (carne vermelha, frutos do mar, peixes, como sardinha e salmão, e miúdos).
Como leite e derivados parecem melhorar a eliminação do ácido úrico, devem ser incluídos na dieta que, acima de tudo, precisa ser saudável e favorecer o controle da obesidade e da hipertensão.
Além da alimentação pouco calórica, quando necessário, podem ser indicados medicamentos para inibir a produção de ácido úrico (alopurinol) ou para aumentar sua excreção (probenecide e sulfinpirazona). Algumas pessoas precisam dos dois tipos porque têm excesso de produção e dificuldade de excreção dessa substância.

Recomendações
* Beba bastante água para ajudar o organismo a eliminar o ácido úrico;
* Prefira os alimentos não industrializados; adote uma dieta saudável, rica em frutas, verduras, leite e derivados;
* Evite o consumo de bebidas alcoólicas, especialmente de cerveja que é rica em purina;
* Não se automedique. Consulte um médico para orientar o tratamento e peça ajuda ao nutricionista para eleger uma dieta que ajude a controlar a taxa de ácido úrico e a manter o peso em níveis adequados.

Referência: http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas

6/26/2011

INALAÇÃO


INALAÇÃO
É realizada quando a pessoa tem ausência de ar, ou dificuldades de respirar, em um hospital ou posto de saúde é utilazado o seguinte procedimento:                                       

MATERIAL
- fluxômetro; micronebulizador, com máscara e extensão; 10ml de SF ou água destilada esterilizada; medicamento; etiqueta; gaze esterilizada; folha de anotações;

PROCEDIMENTO
- instalar o fluxômetro na rede de Oxigênio ou ar comprimido e testá-lo;
- abrir a embalagem do micronebulizador e reservá-lo;
- colocar o SF ou AD no copinho, acrescentar o medicamento, fechar e conectar ao fluxômetro;
- conectar a máscara ao micronebulizador;
- regular o fluxo de gás (produzir névoa 5L/min);
- aproximar a máscara do rosto do paciente e ajustá-la, entre o nariz e a boca, solicitando que respire com os lábios entreabertos;
- manter o micronebulizador junto ao rosto do paciente, por 5 minutos, ou até terminar a solução (quando possível orientá-lo a fazê-lo sozinho);
- identificar com etiqueta (data, horário de instalação);
- fechar o fluxômetro e retirar o micronebulizador;
- secar com gaze, recolocá-lo na embalagem e mantê-lo na cabeceira do paciente.
Trocar o nebulizador a cada 48 horas. 


COMO PRESCRIÇÃO MÉDICA PODE SER REALIZADA EM CASA COM O USO DE UM INALADOR E OS MÉDICAMENTOS PRESCRITOS PELO MÉDICO

6/15/2011

Produtos utilizados em curatvos

NOMES
INDICAÇÕES
OBSERVAÇÕES
ALGINATO
Indicado em lesões infectadas ou não, com média ou alta excudação, com sangramento ou em presença de necrose e fibrina.
Usado como curativo primário, por ser aplicado sobre o leito da ferida, necessitando de um curativo secundário para ocluir ou fixá-lo. A frequência de troca deve ser avaliada de acordo com a quantidade de exsudato presente na ferida, podendo permanecer até 4 dias.
HIDROCOLÓIDE
Indicado em feridas não infectadas, com médio e baixo volumes de exsudação. Pode ser usado em presença de tecido necrótico e fibrina.
A troca do curativo deve ser realizada sempre que ocorrer vazamento do gel. Poderá permanecer por até 7 dias. O gel formado com o exsudato da ferida tem cor amarelada e odor desagradável que desaparece após a limpeza da ferida.
HIDROCOLÓIDE EM GRÂNULOS
Indicado para feridas profundas e altamente exsudativas. São associados ao uso das placas.
Os grânulos preenchem o espaço morto no leito da ferida, aumentem a absorção do exsudato, ampliando o tempo de permanência das placas.
PAPAÍNA (1%, 5% OU 10%)
Indicada para feridas necróticas e na presença de fibrina, sendo contra-indicada em casos de lesão isquêmica.
Não deve ser usada ou misturada com substâncias derivadas ou compostas de ferro ou iodo, pois é facilemnte oxidada.
COLAGENASE A 10% SEM CLORANFENICOL
Indicada em lesões isquêmicas e feridas necróticas.
-
CARVÃO ATIVADO COM PRATA
Indicado para lesões infectadas, com média e alta exsudação, com ou sem odor.
Curativo primário, exigindo sempre a cobertura com um secundário. Deve ser trocado sempre que estiver saturado, podendo permanecer por até 7 dias.
CURATIVOS DE FILMES TRANSPARENTES
Indicado para locais de inserção de cateteres periféricos, cateteres centrais tunelizados ou não, cateteres de pressão intracraniana, cateteres umbilicais e para proteção de áreas de proeminências ósseas em pacientes de alto risco para desenvolvimento de úlcera de pressão.
Em cateteres, deve ser trocado a cada 72 horas; nas áreas de pressão, pode permanecer por 7 dias.
ESPUMA DE POLIURETANO
É indicada para feridas com perda tecidual profunda, parcial ou total, sendo que nas cavitárias é utilizad ana forma de enchimento. Em feridas com perda tecidual superficial ou onde há predomínio de tecido necrótico, está contraindicado.
A frequência de troca dessa cobertura depende do volume de exsudato drenado, podendo permanecer no leito da ferida por até 5 dias. Na apresentação de envoltório, faz-se necessária a utilização de cobertura secundária, como gaze dupla estéril ou filme poliuretano.
AÇUCAR
Feridas infectadas
Por ser um produto de fácil acesso e baixo custo, é amplamente difundido. Apresenta inúmeros inconvenientes como: necessidade de trocas frequentes a cada 2 ou 4 horas, dor intensa pela acidificaçãoi do meio.
TRIGLICERÍDEOS DE CADEIA MÉDIA E ÁCIDOS GRAXOS ESSENCIAIS
Indicados para o tratamento de feridas, infectadas ou não, debridadas previamente, médio ou pouco exsudativas. A ferida deve ser irrigada com a solução e coberta com um curativo oclusivo.
As trocas devem ser diárias.

fonte: http://www.fmt.am.gov.br/manual/curativos.htm